life isn't easy

This is fucking strange
Life has just played a trick on us
I miss you
You miss me
But we can just watch our lives go by
Missing each other
Wishing that, this person by my side,
Yeah, I’m wishing it was you.
And I know you think the same
I can see, in some years, we bumping into each other
And having a lot to say
But we won’t
Cause we’ll be with someone else by our side
But I’ll look into your eyes, and then I’ll see
Nothing has changed
But life will go on
And I will go on
And you will go on,
Wishing it was me,
My kiss,
My touch,
Me.
Cause I fucking miss you
And I wish everything was different.

family

Férias. Aeroporto. A mesma cena que se repete todos os anos.

Eles que vêm empurrando um carrinho com um sorriso ansioso no rosto.

A família ansiosa que espera atrás da barra de ferro com o mesmo sorriso. Talvez não tão ansiosos quanto ela. A menina.

Nossa, não parece que ela está maior a cada ano?

Lembra quando ela ficava abaixo da barra, de tão pequena que era?

Anos passaram, tão rápido... E a cada ano ela tinha uma novidade, cheia de histórias pra contar. Seja o cabelo, as roupas, os óculos, o aparelho...

Mas todos os anos ela está lá, sorrindo. E isso não muda.

Porque aquilo era o significado de família para ela, ela que não tinha muita experiência, mas muita esperança.

Além de seus pais e seus amigos, sua segunda família, aquilo ali era como um complemento, era o que faltava para tudo aquilo que ela considerava família, ficar juntos. E ela os amava, ansiava pela presença deles e estava verdadeiramente feliz.

Olha como ela está grande! Quase uma mulher, com os braços apoiados na barra de ferro. Mas está lá, sorrindo.

doubts

alguém já me disse uma vez que indecisão é quando você sabe o que quer, mas acha que deveria escolher outra coisa. costumo pensar que essa pessoa está certa e cada vez mais tenho certeza que é a indecisão que assola minha vida. esse conflito interno, essa guerra de meus princípios contra meus sentimentos me consome. queria que tudo fosse simples, que tudo fosse fácil, que eu pudesse te abraçar, te beijar e te dizer "eu te amo", sem medo, sem culpa, sem remorso. seria tão mais fácil. porém, como isso não é possível, bem sei que posso refrear meus sentimentos, meu desejo. não importa o quão difícil seja e quanto esforço isso provavelmente requer. eu sei que tenho forças. assim como sei o que realmente quero.

 

growing up

"Pombinha pousou os cotovelos na mesa e tulipou aas mãos contra o rosto, a cismar nos homens.

Que estranho poder era esse que a mulher exercia sobre eles, a tal ponto, que os infelizes, carregados de desonra e de ludibrioo, ainda vinham covardes e suplicantes mendigar-lhe o perdão pelo mal que ela lhes fizera?

E surgiu-lhe então uma ideia bem clara da sua própria força e do seu próprio valor.

Sorriu.

E no seu sorriso já havia garras."

O Cortiço - Aluísio de Azevedo

 

have you ever seen the rain?

Você já viu a chuva?
Já parou para pensar em todos os seus opostos?
Não é incrível como ela pode trazer felicidade para uns e dor para outros?
Não é incrível como ela pode refrescar alguns num dia ensolarado e matar outros, na rua, morrendo de frio?
Não é incrível como ela é necessária para a vida e como é responsável por algumas mortes?
Não é incrível?
Já adorou a chuva enquanto você corria e brincava?
Já a odiou quando ela atrapalhou suas programações?
Já a adorou quando estava deitado na sua cama, encolhido e com seu cobertor?
Já a odiou quando viu que pessoas morreram por cheias e enchentes?
Já olhou a chuva pelo vidro da janela?
Já seguiu com os olhos alguma gota descendo pelo vidro?
Já adorou o cheiro de terra molhada?
Você já realmente viu a chuva?

 

bad guy

Você olha para mim, eu olho adiante.
Porque minhas mãos tremem tanto? Me pego suando, vermelha e gelada.
Sem conseguir terminar frases, gaguejo constrangida.
Você percebe minha falta de jeito e sorri.
Mas você é tão mau quanto Hitler, arrisco comparar.
Você gosta disso.
E sorri mais ainda, puxa assunto, me tenta, me olha, me cumprimenta.
Enquanto eu procuro um motivo.
Porque, você não faz ideia de quão longe isso já foi.
Nem que você é o motivo de meu sorriso, o motivo do meu olhar distante, de meus suspiros.
Porque isso, ah, isso vai ficar guardado apenas para mim.
Pra você, não vai passar apenas disso. Acho que nem sabe meu nome.
Nem pensa em mim. Apenas quando me vê, lembra que de fato eu existo.
E isso é tão impossível. Esse amor. Quantos anos de diferença? 20? 25?
Porque continuo amando enquanto você me acha apenas uma criança com paixonite?
Mania absurda e doentia de amores platônicos.

 

O Brasil por Marcola

JG - Você é do PCC?

Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível... vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O Governo Federal alguma vez alocou uma verba para nós?

Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio Dante, na prisão...

JG - Mas... a solução seria...

Solução? Não há mais solução, cara... A própria ideia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há uma solução.

JG - Você não tem medo de morrer?


Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar... mais eu posso mandar matar vocês lá fora... Nós somo homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba... Estamos no centro do Insolúvel, mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outro bichos, diferentes de vocês. A morte para você é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha... Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante... mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivada na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnoçogia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes.
Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

JG - O que mudou nas periferias?


Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisao é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado?
Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "micro-ondas"... ha,ha.... Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós comos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais.
Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

JG - Mas o que devemos fazer?


Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a Guerra". Não há perspectivas de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo... Já pensou? Ipanema radioativa?

JG - Mas... Não haveria solução?


Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... na boa... na moral... Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos deles e vocês... não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: "Lasciate ogna speranza voi che entrate!" Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.

 

(Jornal: O Globo. Editoria: Segundo Caderno. Edição: 1 - p.8,
Coluna: Arnaldo Jabor. Seção Segundo Caderno)

 

Li esse texto pela manhã. Não consigo parar de pensar nele um segundo sequer. E pensar que ontem eu anunciei publicamente que tinha orgulho de ser brasileira. Tsc.

 

 

 

 

one day I'll fly away

Observo você apontando o dedo em riste contra meu rosto, expressando muita raiva. Você não sabe que o aparelho eletrônico conectado aos fones em meu ouvido está no volume máximo. Vocês continua falando enquanto eu aceno com a cabeça sem ouvir uma palavra.

Você tem noção de que a cada dia que passa fica mais difícil de te respeitar? Fica mais difícil ouvir calada? A cada que passa esse desejo de liberdade vai aumentando? Tem sido cada vez mais difícil suportar. Praticamente impossível conviver sob o mesmo teto. Não é só uma crise, não são os hormônios.

Viro de costas deixando escapar uma lágrima. Não importa se não ouvi o que você disse. Você disse, e isso dói. Mas continuo calada, respiro fundo enquanto agardo ansiosamente o dia que eu criarei asas e voarei. Voarei, voarei para longe.

Drugs

E você sente que ninguém te entende. Que ninguém está lá por você. Que quando você mais precisou, seus "amigos" te deram as costas, sua família te deu as costas. E você se acha no meio de um nada, um mundo que você não pediu pra entrar, não sabe de onde veio nem para onde vai, não sabe o sentido, não acha um significado, um motivo. Você não se mata porque não encontra motivos pra morrer, mas também não tem motivos pra viver. E aí você acha aquilo. Viciante, entorpecente. Te faz sentir bem, demais. Te dá um prazer momentâneo, uma sensação de que está tudo certo. Tudo está resolvido, os problemas sumiram. Mas quando você acorda, ainda está com eles. E volta tudo de novo. E você morre. Simplesmente vai embora, perdeu sua vida, por nada. Foi destruído pelo vício, foi destruído por si mesmo. Tudo isso porque não se deu conta de que alguém o amava, que alguém te amou o tempo inteiro. Uma vida, e tudo o que precisava era de amor.

hapiness

Acho incrível como as pessoas esquematizam a vida e nesses esquemas, elas não são felizes. Como " Vou casar, o amor vai acabar, vou viver só para criar meus filhos e um dia vou morrer.". Como se precisassem serem normais para serem felizes. Como se precisassem fazer o que todo o mundo faz. Como se não pudessem fugir das regras. Como se envelhecer num apartamento com sua melhor amiga, rindo, tomando sorvete, se divertindo, tendo alguns casos, não fosse felicidade. Como envelhecer com seu marido, viajando, conhecendo lugares novos, não fosse felicidade. Como se viver numa casa de campo fazendo o bolo que seus netos adoram, e ver aquelas crianças entrarem pela porta correndo e gritando "vóóó!", não fosse felicidade. Ou ver aquele adolescente entrar, te dar um beijo e dizer "obrigado, vó" , não fosse felicidade. Como se envelhecer do lado do homem que você ama, embora não haja toda aquela paixão, mas ter alguém para segurar a mão enquanto caminham pela praia, alguém para rir, compartilhar coisas, alguém para conversar no fim do dia, como se isso não fosse felicidade.

Outra coisa que me deixa abismada é esse medo que as pessoas têm de casar porque um dia o fogo inicial apaga, o "eu te amo" virou um "bom dia", é tudo aquela mesmice. Como se isso fosse uma lei natural, como se você não pudesse mudar isso, como se você não construísse seu casamento. Até porque, envelhecer sozinha,  numa cama de hospital, com mil e uma doenças e ninguém pra segurar sua mão dizendo que está lá com você, isso é felicidade. Sintam a ironia.

Não importa se você vai fazer exatamente como todo mundo faz. Não importa se vai ser diferente. Não importa onde seja, como seja, mas com quem você esteja. E isso faz toda a diferença.

 

porque tu me amaste primeiro, porque por minha causa, o sangue de teu inocente filho foi derramado, porque me amas tanto que me deixa viver minha própria vida, porque me amas tanto que me oferece um presente maior do que qualquer outro, porque me amas tanto que me dá a opção de recusar, porque me amas tanto que fica triste quando eu erro, quando eu sofro, me amas tanto que tem um futuro brilhante pra mim, me amas tanto que... qual reação seria a minha se não te amar, confiar, entregar minha vida à ti? só tu podes me salvar. tu me dás felicidade, esperança, paz, e uma promessa de que um dia irá voltar, e me buscará para viver junto à ti. eu te amo, senhor, e afirmo publicamente,

te encontrei, aba, minha vida é tua.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna" Jo 3:16

 

 

set me free

Corro, escutando apenas o barulho dos meus sapatos na rua molhada pela chuva.

Corro até chegar àquela grade. Àquela grade que me aprisiona e não me deixa prosseguir. Seguro-a com minhas duas mãos e balanço-as, como se fossem abrir a qualquer momento - esforço inútil. Me dá vontade de gritar, mas falta forças, falta o ar. Vou para um canto e encosto na parede enquanto deslizo até sentar no chão. Ponho as duas mãos no rosto e choro. Por que não posso seguir adiante? Eu só quero ser livre. Enquanto as pessoas vão se reunindo do outro lado da grade, me olhando, assistindo atentamente o meu sofrimento - mas elas não estão realmente vendo, elas não vêem nem metade da minha dor, porque elas não se importam. Até que sinto a presença de alguém ao meu lado. Você. Obrigada. Sinto seus braços em volta de mim, seus lábios em meu rosto, sua voz no meu ouvido dizendo que estaria tudo bem. Sim, ia ficar tudo bem agora, porque eu tenho você, então nada mais importa. Você pegou minha mão e corremos.

Corremos ouvindo apenas o som de nossos sapatos na rua molhada pela chuva, e nossas risadas. Porque nada mais podia nos impedir agora.

 

 

 

 

automatic

Antes eu controlava, manipulava. Agora é automático, sem querer, simplesmente acontece. É só alguém se aproximar demais, e é como se esses alarmes em minha cabeça, produzissem esse som estridente que me impedem de pensar e agir, simplesmente vão me corroendo, me forçando a tomar uma atitude, a fazer alguma coisa, mas eu não posso deixar aquilo acontecer. "Muito perto, Muito perto" é o que o som ensurdecedor fica repetindo, repetindo, até que eu te empurre, até que eu desfira esse gope, até que eu te leve embora, te magôe , machuque, até que eu te faça sangrar, apenas para expulsar você, apenas para mandar você embora, para que não volte nunca mais. Clichê. Agora as historinhas de filmes não são sobre "o mocinho que quer ficar com a mocinha e o vilão que tenta atrapalhar". É sempre a mocinha que tem medo de amar, e não deixa ninguém se aproximar, sempre assim. Mas o que eu posso fazer? Simplesmente aconteceu. Porque no final das contas você é o culpado de tudo. No final das contas, você me transformou nesse monstro. E todo esse seu egoísmo, destruiu minha vida. Porque você não sabe a dor que me causou. E essa cúpula ao meu redor, esse muro, você ajudou a construir. E agora me deixou, sufocada, tentando lutar com meus próprios problemas, mas você não percebe que eu não entrei aqui sozinha, não vou conseguir sair sozinha. Como se não bastasse o sangue derramado, o punhal que você enfiou no meu peito, as lágrimas suplicantes, você ainda quer me pôr numa estante, para que eu não seja de mais ninguém. Não sei se estou agindo certo, em pôr a culpa em você. Mas é que eu sempre repeti para mim mesma " porque é assim que eu sou. Porque foi assim que eu aprendi a viver" , que eu acabei acreditando que no final das contas, eu realmente tinha feito isso. E agora ter alguém pra jorrar tudo faz-me sentir melhor. Não resolveu nada, acredite, mas acho melhor assim. Sinto muito, só estou desabafando.

changing

Passou. Não queria que fosse tão rápido, mas aconteceu, passou. Mal começou, já terminou. Não queria olhar as coisas sob esse ponto de vista. Agora é tudo infantil. Coisa de gente que quer chamar a atenção, coisa de gente que provavelmente não teve atenção dos pais e agora está se revoltando de alguma forma.Agora as pessoas precisam amadurecer. Porque? Porque eu tenho que ser o adulto reponsável? Eu nem ao menos tive todas as minhas experiências de adolescente! Parece que foi tão rápido, agora é como se eu tivesse crescido, e os outros não. Olho para aquelas pessoas e digo " que infantilidade!" mas eu fui assim há um ou dois anos. Não quero crescer, não quero amadurecer. então, quando eu tiver 20 anos, vou olhar para o mundo sob  a pesperctiva de uma pssoa com 60? Agora a humanidade é ridícula, agora as pessoas são só pessoas. Só pessoas que não valem a pena investir, tempo, amor, e sentimentos em geral. são só pessoas que não valem minhas lágrimas. e as pessoas conseguem ser extremamente infantis. Agora minhas atitudes são avaliadas por " isso é uma coisa que uma futura cirurgiã faria?". Me pergunto se não me tornei um monstro. Por ser assim tão independente. Por não criar laços com pessoas. Talvez isso que eu chame de estar "amadurecendo" seja estar me tornando mais infantil. Não me importo. São só devaneios.

Saudades de ser uma adolescente inconseqüente de 15 anos. Porque, no fim das contas, ou a gente tem algo que não quer, ou a gente quer algo que não tem.

 


de tempos que não voltam mais

Saudades.

Saudades de lugares.

Saudades de tempos.

Saudades de pessoas.

Saudades daquela rotina.

Saudades  do cansaço,

Saudades de sentimentos,

Saudades de cheiros,

Saudades de gostos,

Saudades de sorrisos,

De todas aquelas ações, sensações, tudo aquilo que presenciei, está naquela caixinha do passado agora. Lembranças. Logo logo, isso também vai fazer.

Tenho medo disso. Do tempo.

De não conseguir mais lembrar, de tudo isso virar passado. Mas já está virando. Aquela minha respiração de um segundo atrás não vai mais voltar.

Estamos constantemente evoluindo, sempre mudando, sempre perdendo alguma coisa - valiosa ou não - está sempre indo embora. E isso me assusta de uma maneira inexplicável.

Então comecei a levar aquela expressão que fala para aproveitar o dia, mais a sério do que deveria.

Até porque, cada batida do meu, do seu coração é valiosa.

Carpe diem.

 

 

 

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